Dicas de Saúde

Utilize o ciclo menstrual a favor de sua glicemia.

Ao longo da vida, o ser humano passar por várias fases, entre elas a infância, adolescência, a idade adulta e a maturidade. Em especial, a mulher também passa por fases todo mês após a menstruação, já que parte de seus hormônios aumentam e diminuem dependendo do período do mês. As alterações glicêmicas também acompanham esse processo. 

Para as mulheres que têm vários sintomas no período da TPM e têm dificuldade de fazer o controle da glicemia, o portal Accu-Chek entrevistou a Dra. Patricia Dualib, endocrinologista pediátrica e médica do setor de Endocrinologia da UNIFESP – EPM, para dar dicas de como conviver melhor com o diabetes durante o ciclo menstrual.

 

 

Accu-Chek:  Comente como funciona o ciclo menstrual de uma mulher?

No primeiro dia do ciclo menstrual, ou seja, no primeiro dia da menstruação, o hormônio FSH (hormônio folículo estimulante) começa a ser secretado em maior quantidade, fazendo com que os folículos ovarianos comecem a se desenvolver. Ao redor do sétimo dia do ciclo, a secreção de FSH começa a diminuir e só um folículo ovariano continua a crescer. Este em desenvolvimento produz quantidades crescentes de estradiol (hormônio feminino). Quando esta substância atinge seu pico de secreção, há simultaneamente o pico de secreção do LH (hormônio luteinizante, secretado pela hipófise) e ocorre a ovulação. Esta é a primeira fase do ciclo menstrual chamada folicular. A partir desse momento, o folículo transforma em corpo lúteo e passa a produzir o hormônio progesterona. Se não ocorrer a concepção, as concentrações de estradiol e progesterona vão diminuindo até ocorrer a menstruação. Esta segunda fase é chamada de lútea.

 

Accu-Chek:  Quais são os sintomas que as mulheres apresentam durante o ciclo menstrual?

Durante a segunda fase do ciclo, devido à progesterona, a mulher pode ter retenção de líquidos, o que pode ocasionar edema em membros inferiores e mamas, além de cefaléias (até enxaqueca) e mudanças de humor.

 

Accu-Chek: Por que a mulher tem aumento da glicemia no período da TPM? Após a menstruação, por que geralmente cai a glicemia?

Há estudos que demonstram que na fase lútea (segunda metade de ciclo) pode haver menor sensibilidade à insulina, ou seja, uma mesma dose de insulina não é capaz de diminuir a glicemia da mesma maneira. Devido a isto, as pacientes dependentes de insulina precisam de maiores doses deste hormônio neste período. Parece haver correlação com a síndrome de tensão pré-menstrual (TPM), pois quanto piores os sintomas, pior será a glicemia. Pacientes insulinodependentes sem sintomas de TPM, não têm hiperglicemia neste período. Após a menstruação, as glicemias melhoram, pois há aumento da sensibilidade insulínica.

 

Accu-Chek: O que as mulheres com diabetes precisam fazer para ter mais controle sobre a glicemia?   

As mulheres com diabetes que têm TPM devem tomar mais cuidado neste período: por exemplo, devem fazer mais glicemias capilares para detectar hiperglicemia. Também é importante maior controle da alimentação e manutenção da atividade física. As pacientes insulinodependentes precisam aumentar a sua dosagem diária de insulina, conforme orientação médica.

 

 

Accu-Chek: Qual a diferença para as mulheres que utilizam bomba de insulina?

Não há diferença em relação à bomba de insulina: os cuidados devem ser os mesmos. Existem bombas de infusão de insulina que ajudam a calcular (também com orientação médica) o ajuste das doses neste período.

 

 

 

Accu-Chek:  Além do aumento da insulina, há outros cuidados que as mulheres devem ter no período da TPM com relação à atividade física e alimentação?

Em relação à alimentação, aumentar a ingestão de água (para diminuir a retenção de líquidos), elevar o consumo de vegetais (para aumentar a quantidade de fibras), consumir alimentos ricos em ômega 3 (como salmão e atum), evitar doces, aumentar ingestão de alimentos ricos em cálcio e diminuir o sal.

Com relação aos exercícios, é melhor manter os mesmos já realizados ou iniciar atividade física. É comprovado que atividade física melhora os sintomas da TPM.

 

 

Accu-Chek: Por que as mulheres necessitam ingerir mais açúcar ou alimentos com mais carboidrato nesse período de TPM?

Mulheres com TPM podem ter alteração dos níveis de um neurotransmissor chamado serotonina que é responsável pela saciedade e pela sensação de prazer. A ingestão de chocolates, doces e outros carboidratos levam a secreção de serotonina, levando à sensação de satisfação.

 

 

 

 

Accu-Chek:  Como prevenir então o aumento da glicemia?

Como a hiperglicemia tem uma forte ligação com TPM, as mulheres com diabetes com esta síndrome devem procurar seu ginecologista para avaliar a introdução de um tratamento. Há mulheres que precisam usar antidepressivos específicos para inibir a recaptação de serotonina (como a fluoxetina). Alimentos mais saudáveis e a prática de atividade física também melhoram a glicemia.

 

 

 

 

Accu-Chek: Há alguma relação da cólica e retenção de líquido com aumento da glicemia?

Não. O descontrole da glicemia é relacionado à piora da sensibilidade à ação da insulina. O inchaço e a retenção de líquidos estão ligados à progesterona.

 

 

 

Accu-Chek:  Gostaria de deixar uma mensagem?

A TPM tem vários graus, mulheres que têm TPM grave também apresentam piora da qualidade de vida. As mulheres com diabetes que sofrem de TPM devem conversar com seus médicos. É muito importante a manutenção de um bom controle glicêmico independente da fase do ciclo menstrual.

 

 

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Como em diversas doenças, os mitos e verdades também cercam o diabetes - doença metabólica crônica decorrente de uma deficiência de insulina - hormônio produzido pelo pâncreas - que pode ter fator genético ou de obesidade e sedentarismo. A doença pode trazer disfunção e falência de órgãos como rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos. Por isso, conhecer bem o problema, praticar atividades físicas, ter uma alimentação saudável - livre de doces e massas - contribuem bastante.

 

Confira os mitos e verdades apontados pelos especialistas. 

MITO -
Diabetes é contagioso. 

VERDADE - O diabetes não pega. É preciso acabar com essa discriminação de que o diabético não pode ter emprego, gestar um filho e crescer normalmente.  Temos exemplos de mães diabéticas que tem filhos com totalmente saudáveis. 

MITO - Canela ajuda a controlar as taxas. 

VERDADE - Não tem nenhum estudo científico comprovando isso. Há evidencias, observadas na prática clínica, que algumas plantas, como a pata de vaca e folha de insulina realmente ajudam a controlar e diminuiu a necessidade de insulina. Mas isso não quer dizer que o paciente deva parar de usar os medicamentos e a insulina.  Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos, para provar esse efeito satisfatório.

MITO - Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas. 

VERDADE - Esses produtos são naturais, mas tem glicose e fazem subir a taxa. O diabético até pode consumir, mas ele deve estar compensado, ter noção de que não pode abusar e compensar com a insulina.  Médicos só liberam o consumo para diabéticos que compreendem esses cuidados. 

MITO -
A aplicação de insulina causa dependência química.  

VERDADE -
 A aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia.

MITO - A ingestão do açúcar em excesso é o causador do diabetes

VERDADE - A ingestão do açúcar em excesso pode levar ao aumento de peso, o que poderia, por fim, ser o fator causador do aparecimento da hiperglicemia. A doença está relacionada ao aumento de peso e ao sedentarismo, aliados à carga genética. No caso do Diabetes Mellitus Tipo 2 e à auto- imunidade no Diabetes Mellitus Tipo1.

MITO
- É possível deixar de aplicar insulina por meio da eliminação da ingestão de carboidratos.

VERDADE - Não, pois o próprio organismo produz glicose. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser contada. No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos,precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, há uma dificuldade na ação
da insulina (resistência) associada à redução de sua produção no pâncreas. Assim, a pessoa com diabetes Tipo 2 pode vir a precisar de insulina em algum período do tratamento, mesmo que esteja controlando a ingestão de carboidratos.

MITO - Não é permitido ingerir bebidas alcoólicas.

VERDADE - O consumo é permitido, mas com alguns cuidados: de forma moderada e sempre junto a uma refeição, pois o consumo isolado pode levar a hipoglicemia ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica. Também é importante fazer a monitorização de glicemia antes e depois de tomar bebidas alcoólicas.

MITO - Quem tem diabetes deve fazer somente exercícios leves.

VERDADE - Todos os
diabéticos devem ser estimulados a fazer atividades físicas, respeitando contra-indicações, se houver. De uma forma geral, os exercícios melhoram os níveis glicêmicos, diminuem as doses de medicamentos orais e da insulina.

MITO - Diabéticos que fazem uso de insulina sofrem de impotência sexual. 

VERDADE - Embora a impotência seja uma complicação do diabetes, sua ocorrência não está ligada ao uso da insulina. Pelo contrário, a falta de tratamento adequado no controle da glicemia, colesterol e pressão arterial aceleram e aumentam a chance de seu aparecimento. Muitas vezes, introduzindo a insulina e controlando a glicemia, é possível melhorar o quadro de impotência sexual. Se o diabético está com a glicemia bem controlada, não sofre alteração de libido ou desejo sexual.

MITO - Diabetes tipo 1 é mais grave que o tipo 2. 

VERDADE - Não existe uma relação de gravidade entre os dois tipos de
diabetes
. Na realidade, são situações diferentes, cada uma com suas características próprias, tendo em comum a presença da hiperglicemia.

VERDADE - Açúcar no sangue prejudica a memória. Para o diabético que apresenta hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue) constantemente e não faz o tratamento correto, ele pode prejudicar a memória sim, pois esse aumento de açúcar pode causar alteração do fluxo sanguíneo para o cérebro. 
  
VERDADE -
 Estresse ajuda a descompensar o paciente. Se a pessoa ficar nervosa a glicose sobe.


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Comer um bife ou uma salsicha por dia aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Mas substituir a porção diária de carne por laticínios "magros" e grãos integrais reduz esse perigo.

 

 


As conclusões são do maior estudo já feito sobre o assunto, com dados de cerca de 300 mil pessoas, acompanhadas desde a década de 1970.

A pesquisa, feita pela Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, foi publicada ontem no "American Journal of Clinical Nutrition".

Segundo o estudo, quem come 100 g de carne vermelha (um bife) tem risco 19% maior de ter diabetes tipo 2, em comparação com quem consome menos do que isso.

Já as carnes processadas, como salame e mortadela, foram consideradas mais prejudiciais: 50 g diários (uma salsicha) podem elevar o risco de diabetes em 51%.

Os pesquisadores notaram que aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham mais chance de ser fumantes, mais gordos e sedentários.

Mas mesmo que todos os participantes da pesquisa tivessem o mesmo IMC (Índice de Massa Corporal) o consumo de carne ainda aumentaria o risco de diabetes tipo 2.


FERRO

Uma das explicações possíveis é que o chamado ferro-heme, presente nas carnes vermelhas, causa danos às células beta do pâncreas, que produzem a insulina.

Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, lembra que a hematocrose, doença que provoca um acúmulo de ferro no organismo, pode causar diabetes.

Os pesquisadores dizem ainda que os conservantes presentes nas carnes são tóxicos para as células beta.

"O trabalho é importante para reavaliarmos a ingestão de carne vermelha. Já sabíamos que ela aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Agora, há mais um dado para moderarmos esse consumo", diz Golbert.

Já o endocrinologista Antonio Carlos Lerario, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, faz ressalvas ao estudo norte-americano.

Ele afirma que a associação do consumo de carne ao diabetes pode se dever à maior ingestão de gorduras. "Em geral, quem consome carne é um bom comilão, come batata, não gosta muito de peixe e bebe mais."

O endocrinologista diz ainda que não é preciso crucificar a carne. "Não é para pensar: 'A partir de hoje, não vou mais comer carne, porque vou ter diabetes'. Não dá para saber se outras fontes de gordura também não aumentam esse risco."

 

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De acordo com a American Diabetes Association (ADA), há 50 anos o diabetes tipo 2 representava menos de 3% de todos os novos casos diagnosticados entre crianças e adolescentes. Hoje, nos Estados Unidos, ele é responsável por até 30 em cada 100 casos. No grupo dos adolescentes, segundo um estudo publicado no Journal of Pediatrics, a incidência do tipo 2 ultrapassa a casa dos 45% dos novos casos de diabetes.

A principal causa é o aumento das taxas de obesidade, principalmente obesidade severa, e a falta de atividade física. “A obesidade está crescendo entre crianças de todas as idades, em ambos os sexos, em todos os grupos étnicos e classes sociais. Com o aumento das taxas de obesidade, maior a probabilidade de mais diagnósticos desta doença”, afirma Mauro Scharf, endocrinologista do Pasteur Medicina Diagnóstica/ DASA.

No Brasil o tipo de diabetes mais comum em crianças e adolescente ainda é o tipo 1, que ainda não tem suas causas totalmente descobertas. “Mas não existem pesquisas brasileiras oficiais sobre o tema”, alerta Scharf.

O endocrinologista lembra que o estudo publicado no Journal of Pediatrics também encontrou uma ligação entre os pais de crianças com diabetes tipo 2 e seus filhos. Segundo os pesquisadores, existe um padrão: onde existe um crescimento de taxas de diabetes entre adultos, mais tarde o mesmo crescimento é observado entre essas crianças. 

 

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O impacto da depressão em adultos pode representar quase 7% de todos os casos de diabetes, segundo uma pesquisa da Universidade de Zaragoza, na Espanha. . Essas são algumas das principais conclusões de um estudo publicado na última edição do American Journal of Psychiatry.

A outra indica que pacientes com depressão apresentam um risco pelo menos 65% maior de desenvolver
diabetes mellitus em um período de cinco anos do que pacientes seem depressão.

 

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Controlando Diabetes

Você sabia que o diabetes é uma das principais doenças do mundo?

 

Ela aparece quando há um aumento descontrolado das taxas de açúcar no sangue e é uma das causas de doenças cardiovasculares.

Conheça os dois tipos da doença:

*O diabetes tipo 1 surge antes dos 30 anos de idade, quando o corpo não consegue mais produzir insulina (hormônio que reduz o teor de açúcar no sangue).

Por isso, quem tem esse problema precisa repor a insulina para viver.

Jovens com diabetes tipo 1 costumam emagrecer e têm sintomas repentinos, como aumento do apetite, sede e urina.

*O diabetes tipo 2
afeta 80% do total de pessoas com a doença e está muito ligada à obesidade. Nesse caso, o organismo não reconhece a insulina e para de produzi-la.

Entre os sintomas estão suor frio, sede, palpitações, cansaço, fome, ganho ou perda de peso repentino, dificuldade na cicatrização, visão embaçada e aumento da urina.

Existe uma dieta controlada para tratar o diabetes, equilibrando o teor de carboidratos (açúcar, massa, álcool), além de remédios. Ambos ajudam a regular a quantidade de açúcar no sangue.

 

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Apneia do sono complica o diabetes.

A apneia do sono, distúrbio que provoca interrupções na respiração durante o sono, afeta o controle da glicemia e pode agravar problemas de saúde relacionados ao diabetes. Estudo publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine e realizado pela Universidade de Chicago demonstrou a relação entre a apneia e o descontrole glicêmico.

A pesquisa acompanhou 60 pessoas com diabetes tipo 2 e concluiu também que a apneia do sono é bastante comum entre diabéticos tipo 2.Os pesquisadores verificaram ainda que essa é uma complicação geralmente não diagnosticada, embora o problema possa ser tratado.

 

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